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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Uma missionária Homofóbica: Myrian Rios.




Com seus melhores trejeitos de atriz e em sua pior performance, a nada nobre deputada, “missionária católica” e divorciada, Myrian Rios, declarou na plenária que não poder discriminar homossexuais é “abrir uma porta para a pedofilia”.

Ao assistir às declarações de Myrian Rios, capa da Revista “Ele & Ela” (equivalente a “Playboy” da atualidade) por duas vezes, na década de 70, sobre a PEC 23, emenda que criminaliza a homofobia, eu abri o Office feito um louco para “vomitar” o meu repúdio às asneiras que ela falou. 

Mal sabia eu o quão árdua seria essa tarefa. Foram tantas asneiras, que eu não sabia por onde começar. Começarei pelo irrefutável: a Constituição.

Enquanto (pseud.) cidadã, Myrian Rios tem o direito de primar por suas crendices o quanto quiser, porém, enquanto Deputada Estadual de um País Constitucionalmente Laico, ela precisa aprender que, em território brasileiro, nenhuma religião ou preceito religioso está acima da lei.

Para falar a verdade, ela precisa aprender uma série de coisas.

A deputada homofóbica, em uma nítida manipulação proposital e antiética da opinião pública, prolonga inverdades e reclama o direito de discriminar a condição homossexual, vinculando homossexualidade a pedofilia. 

Não sei se por ignorância ou porque perdeu o juízo junto com as roupas, mas a deputada comete uma série de confusões em sua fala, como a de misturar as definições de ‘opção’ e ‘orientação’, e chega a colocar a homossexualidade como indicio de pedofilia.

A homofóbica reclama “o direito de não querer um funcionário homossexual” trabalhando para si sob a justificativa de que “uma babá lésbica [pode] cometer a pedofilia com [suas filhas]” ou, ainda, “um motorista homossexual poderia, de uma maneira ou de outra, tentar bolinar [seus filhos] e partir para uma pedofilia com os meninos”.

Por ignorância e irresponsabilidade, a deputada não sabe que a maioria esmagadora dos casos de pedofilia são praticados por heterossexuais e que é comprovado cientificamente que a maior ocorrência de abuso sexual contra “crianças e adolescentes inocentes” se dá pelos próprios pais e por figuras de autoridade que detêm a confiança deles. 

Segundo uma pesquisa no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade de São Paulo (USP), quase 70% das crianças que sofrem abuso são vítimas de pais ou padrastos.

As declarações de Myrian Rios se enquadram tão somente em ato de discriminação e de incitação ao ódio e à violência contra homossexuais.

Não podemos sucumbir a uma sociedade machista racista heteronormativa.

*Estudante de Letras na UFC e Constrói a ANEL - CE.

terça-feira, 5 de julho de 2011

4 em cada 10 mulheres já foram agredidas

Estudo mostra que 25,9% destas mulheres foram vítimas de seus maridos ou ex-maridos dentro e fora de casa

Quatro em cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica. O número consta do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo federal e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O anuário reúne dados referentes à situação das mulheres no País. Os números sobre a violência doméstica, por exemplo, são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com as informações da Pnad, 43,1% das mulheres já foram vítimas de violência em sua própria residência. Entre os homens, esse percentual é de 12,3%.

Ainda segundo os números da Pnad de 2009 incluídos no anuário, de todas as mulheres agredidas no País, dentro e fora de casa, 25,9% foram vítimas de seus cônjuges ou ex-cônjuges.

Dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres apontam ainda que o número de atendimentos feitos pela Central de Atendimento à Mulher Ligue 180 cresceu 16 vezes de 2006 para 2010. Em 2006, foram feitos 46 mil atendimentos. Já no ano passado, foram 734 mil. Desse total, 108 mil atendimentos foram denúncias de crimes contra a mulher. Mais da metade desses crimes eram casos de violência.

Mercado de trabalho
O anuário informa ainda que a falta de creches é um dos maiores entraves para que as mulheres aumentem sua participação no mercado de trabalho.

Segundo o estudo, em 2009, 58,8% das mulheres com mais de 16 anos, que fazem parte da população economicamente ativa (PEA) do Brasil, tinham um trabalho. Já entre os homens com mais de 16 anos, esse percentual chegava a 81,5%.

A diferença, segundo a pesquisa, deve-se, em parte, à deficiência da infraestrutura dedicada à mulher. As creches, por exemplo, atendiam só 18,4% das crianças até 3 anos de idade em 2009.

"A carência dessa política pública (creches) é um impeditivo para que a mulher tenha sua independência econômica que o trabalho propicia", afirmou o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, durante a apresentação do anuário.

O levantamento é uma compilação de dados de várias pesquisas feitas sobre as condições de vida das mulheres brasileiras. Da publicação, constam estatísticas sobre oito temas. Entre eles, saúde, educação, violência, política e trabalho.

Lúcio disse que, em todas as áreas, existe diferença entre a situação de homens e mulheres. "As mulheres são maioria em número, mas são minoria no aspecto sociológico", analisou, lembrando que a população feminina representa mais da metade do total de habitantes do Brasil, mas, tem qualidade de vida inferior a dos homens.

De acordo com o anuário, as mulheres estudam um ano a mais que os homens. Entretanto, recebem salários que representam só 56% do que ganham os trabalhadores do sexo masculino.


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Está ai materializada a dura realidade que as mulheres ainda vivem!
É também contra isso que a Anel foi criada: para avançarmos nos debates sobre opressões e para fortalecer a organização do combate ao machismo nas escolas e universidades. Isso se refletiu no 1° Congresso Nacional da entidade, que aconteceu há poucos dias e teve uma importante discussão sobre opressões, contando ainda com um ato contra o machismo realizado durante o encontro!

terça-feira, 15 de março de 2011

Contra o machismo e a exploração, em defesa da mulher jovem e trabalhadora!

Pela primeira vez na história do nosso país, uma mulher assume a presidência. Este fato, somado ao aumento da presença feminina no mercado de trabalho brasileiro, pode nos fazer concluir que o machismo e a tratamento da mulher como inferior ao homem pode estar diminuindo.

Mas, infelizmente, essa não é a realidade dos fatos. Em 2010, o Brasil atingiu a cifra de 10 assassinatos de mulheres por dia. A presença feminina nos postos de trabalho cresce na medida em que crescem os postos mais precarizados, ganhando menos, com menos direitos.
Apesar das propagandas, o governo Lula não mudou essa situação das mulheres trabalhadoras e o novo governo de Dilma pouco sinaliza que pode mudar: iniciou o ano garantindo um reajuste de 132% no seu próprio salário e de 62% no salário dos deputados, ao passo em que aprovou um reajuste de 6,8% no salário mínimo.

Soma-se a isso outras iniciativas como diminuir a arrecadação da previdência social diminuindo os gastos das empresas, o que combinado com outras medidas da reforma da Previdência pode afetar o conjunto dos trabalhadores e particularmente as mulheres.

Anticoncepcionais para não abortar! Aborto legal, seguro e gratuito para não morrer!
A campanha eleitoral do ano passado deu indícios de como seriam tratados os direitos das mulheres tanto por parte de Serra, quanto por parte de Dilma: um direito tão caro à vida das mulheres foi tratado como moeda de troca eleitoral, ignorando a dura realidade de mais de 1 milhão de mulheres que fazem aborto no Brasil.

O aborto já é uma realidade e, portanto, deve ser obrigação dos governos a garantia de que haja toda a segurança possível para que as mulheres o façam. É uma questão de saúde pública e não um debate religioso. Algumas mulheres podem fazer aborto com segurança, em clínicas caras e pagar uma fortuna pelo procedimento. Ocorre que a maioria das mulheres não pode pagar os altos preços que a ilegalidade promove ao aborto.

De 1 milhão de mulheres que realizam o aborto, 200 mil morrem por se submeterem a terríveis condições. Dentre as mulheres que morrem, a maioria é de jovens de 18 a 24 anos. A luta pela legalização do aborto combinada à luta pela Educação sexual às jovens é uma centralidade de atuação da ANEL nas escolas e universidades brasileiras.

Reajustar o salário mínimo igual ao reajuste dos deputados!
Salário Igual para Trabalho Igual!
70% dos trabalhadores que recebem salário mínimo são mulheres. O reajuste aprovado está abaixo do Índice de custo de vida (ICV: 6,9%), índice calculado pelo DIEESE que contabiliza os custos dos itens básicos de sobrevivência. Infelizmente esta medida foi apresentada pela 1° mulher presidente do Brasil. Quando as mulheres não recebem salário mínimo, recebem em geral salários inferiores aos dos homens, na realização do mesmo trabalho.

A justificativa desse reajuste é a impossibilidade de o orçamento da União arcar com um aumento maior. É difícil acreditar nesta justificativa ao mesmo tempo em que são comprometidos 800 milhões a mais do orçamento com o reajuste exagerado dos deputados. Queremos que se gaste dinheiro com salário pro povo explorado e oprimido do nosso país!

Venha para o 1° Congresso da ANEL!
A ANEL é uma nova entidade surgida nas lutas estudantis, na defesa de uma Educação pública, gratuita e de qualidade e na luta por um mundo melhor, contra toda a forma de exploração e opressão. Entendemos que para isso, é necessário desenvolver e fortalecer uma organização independente pautada pelos interesses estudantis em nosso país. Infelizmente, a UNE se transformou em um “ministério da juventude” do governo e deixou a batalha pelos direitos da juventude brasileira.

Por isso, a ANEL surgiu e neste ano, vai realizar seu 1° Congresso. Queremos avançar em propostas pra Educação do nosso país, em propostas pra avançar na organização do movimento estudantil brasileiro e em propostas que fortaleçam a luta contra o machismo junto às mulheres trabalhadoras.

Confira o blog do Movimento Mulheres em Luta: mulheresemluta.blogspot.com

BAIXE AQUI:

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Qualidade de ensino e assistência estudantil nas pagas: existe?

Enquanto isso no lustre do castelo...
Hoje, em quase todos os países do mundo, há uma transformação dos sistemas educacionais. No Brasil não é diferente e o cenário das faculdades privadas de Fortaleza não é dos mais animadores: milhões de estudantes acabam sendo obrigados a entrar nas faculdades particulares, por não conseguirem conquistar as reduzidas vagas nas universidades públicas.

A maioria desses estudantes são trabalhadores e trabalhadoras que precisam pagar caro par a adquirem uma formação em nível superior e para conseguir um estágio na sua área. Para agravar a nossa situação, ainda temos, durante todo o curso, gastos que somam-se às caríssimas mensalidades e matrículas, como xerox de apostilas, livros, jaleco para alguns cursos como educação física, enfermagem... Temos que pagar caro pelo almoço ou mesmo jantar na cantina, o que não sai nada barato porque não existe um restaurante universitário com preços acessíveis aos estudantes, que muitas vezes saem da faculdade para trabalhar ou chegam à noite na faculdade para assistir a aulas vindo direto do trabalho.

Além disso, não temos creches nas faculdades para as mães deixarem seus filhos, razão pela quais muitas estudantes têm que parar de estudar para cuidarem de seus filhos. O que parece um sonho distante, é na verdade uma necessidade para que muitas estudantes mães possam continuar realizando os seus estudos. A verdade é que nossa reivindicação por creches também está em total acordo com a estrutura organizativa do ensino superior, a qual deve(ria) ser baseada no tripé ensino-pesquisa-extensão, visto que cursos como educação física, enfermagem, psicologia e pedagogia poderiam utilizar a creche como espaço de atividades práticas em seu processo formativo.

Por último, apontamos a ausência de qualquer assistência por parte de nossas instituições no sentido de nos permitir participar de atividades pertinentes a nossa formação, como: encontros de estudantes, congressos e seminários.

São por essas razões expostas acima que reivindicamos um programa de assistência estudantil nas Faculdades, Institutos e Universidades privadas.


Aonde vamos parar???
Nessa sociedade marcada por altas taxas de desemprego, a concorrência das faculdades pagas aumenta a cada dia e nós estudantes é que pagamos pelo preço!!!

Somos obrigados á pagar por uma educação que é um verdadeiro “escolão” de conhecimentos gerais que formam indivíduos polivalentes, flexíveis e adaptáveis para o mercado.

Por isso o COLETIVO PAGAS convida a todas e todos os estudantes para participarem das reuniões do coletivo!


A Educação não é mercadoria!!!!!

Texto escrito por Danielle Sampaio, estudante de Educação Física da Faculdade Integrada do Ceará (FIC) e membro de um coletivo de estudantes de pagas formado ano passado (2010), por ocasião do 1º Seminário de Pagas -que teve entre seus construtores a ANEL-CE e o Coletivo Enecos-CE.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mulheres são maioria entre jovens fora da escola e do mercado de trabalho

Cerca de 3,5 milhões de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos não trabalham e nem estudam; maternidade e casamento podem ser explicação.

Parte da população de 18 a 24 anos do país faz parte de um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.

Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas (43,5%) era casada em 2008.

Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz.

Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento/ maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”.

Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar.

“A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta.

Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica.

Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente, menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez.


Retirado de:

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mulheres-sao-maioria-entre-jovens-fora-da-escola-e-do-mercado-de-trabalho,674425,0.htm


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Os dados não mentem: as mulheres ainda hoje são vítimas de forte opressão machista.
É nosso papel, estarmos organizados an luta contra isso, entando junto ao Movimento Mulheres em Luta, (ligado à CSP-Conlutas) na sua luta pela construção de creches em período integral, gratuitas e de qualidade.

Nas universidades, lutemos pela construção de creches universitárias, que atendam aos filhos de estudantes, professoras e servidoras!
Na UFC, a Pró-reitora de Assuntos Estudantis, Clarisse, alega que não há um estudo comprovando a "demanda" para creches...Mas...se há mulheres na Universidade, porque não se haveria de garantir o direito à maternidade com creches?

Quantas mais estudantes terão de abandonar o curso diante da gravidez?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Reunião para construção da Jornada da Unidade!


Durante os últimos dias 9, 10 e 11 de outubro diversas entidades brasileiras reuniram-se no Seminário Nacional de Educação, em Uberlândia.

Nessa iniciativa conjunta entre a Assembleia Nacional de Estudantes - Livre (ANEL) e a Esquerda da UNE pautaram-se os desafios e perspectivas do movimento estudantil para o próximo período.


Foram aprovadas uma série de ações unitárias, entre as quais:

>Campanha de Boicote ao ENADE;

>Data: 20/11, Consciência Negra: 100 anos da Revolta da Chibata;

>Data: 25/11, Dia de Luta contra a violência à mulher.

Com o objetivo de materializar esse calendário de lutas unitárias, fazemos um chamado para uma reunião a ser realizada

dia 13 de novembro (sábado),

às 14h,

no Centro de Humanidades 2 (CH2) da UFC!


Vivemos uma situação política que exige dos lutadores um compromisso sincero pela unidade, com paciência e sem artificialidades, mas com passos concretos pela unidade na luta!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Após o Seminário de Uberlândia, ANEL começa a preparação da Jornada da Unidade!

Durante os últimos dias 9, 10 e 11 de outubro diversas entidades brasileiras reuniram-se no Seminário Nacional de Educação, em Uberlândia. A iniciativa conjunta com a Esquerda da UNE e setores independentes, contou com a presença expressiva da ANEL, que enviou delegações de vários estados do país.

Em debate, a necessidade de atualizar as elaborações dos setores combativos do movimento estudantil acerca dos projetos educacionais em curso no país e, sobretudo, atualizar as propostas e reivindicações dos estudantes independentes perante o governo. Partindo dessa tarefa, o Seminário também pautou os desafios e perspectivas do movimento estudantil para o próximo período.

A ANEL compartilhou suas análises e experiências extraídas da luta dos estudantes durante 8 anos de governo Lula, ao mesmo tempo em que pôde entrar em contato com outras elaborações de um amplo espectro de lutadores presentes.

No que tange a luta do movimento, o Seminário Nacional foi uma grande vitória. A ANEL, além de apresentar suas elaborações sobre a reorganização do movimento estudantil e da falência da UNE, colocou em pauta a necessidade da unidade real da esquerda, a serviço do combate ideológico em uma conjuntura de fortalecimento do governo. Segundo Camila Lisboa, da Comissão Executiva Nacional da ANEL, “vivemos uma situação política que exige dos lutadores um compromisso sincero pela unidade, com paciência e sem artificialidades, mas com passos concretos pela unidade na luta. A Jornada da Unidade é nossa contribuição nesse sentido”.

Assim, o Seminário de Uberlândia aprovou um calendário de lutas, em que a ANEL, DCE’s, Executivas de Curso e coletivos estudantis pretendem se apresentar de maneira unitária nos próximos desafios do movimento estudantil. Durante o mês de outubro, diversos estados do país contarão com Assembléias da ANEL, que devem, em conjunto com suas respectivas Comissões Executivas, organizar a entidade para a construção da Jornada da Unidade.


domingo, 26 de setembro de 2010

Contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto!


A mortalidade materna no Brasil é cinco vezes maior do que a Organização Mundial de Saúde considera razoável para países em desenvolvimento e o aborto aparece como a terceira causa de morte de mulheres, ocorrendo, principalmente, entre adolescentes de 15 a 19 anos.

A cada ano, cerca de um milhão de mulheres, ricas e pobres, fazem aborto. Dessas, apenas as ricas estão mais protegidas do perigo para a saúde, porque fazem em clínicas caras. As mulheres pobres estão expostas a graves perigos nas clínicas clandestinas e com a utilização de métodos caseiros.

Essa situação dramática só ocorre porque a prática do aborto é condenada no Brasil. Apenas em dois casos o aborto é legal: se a vida da gestante está em perigo ou se a gravidez resultou de estupro. Em apenas 45 hospitais de nosso país o aborto legal é realizado.

Esta situação torna o aborto um negócio bastante lucrativo no Brasil, e se for legalizado, afetará as clínicas clandestinas, que faturam milhões de dólares. Estima-se que os lucros obtidos com a “indústria dos abortos clandestinos” sejam inferiores apenas aos do narcotráfico. Em vários países o aborto foi legalizado por pressão das lutas dos movimentos feministas.


Pelo fim da criminalização das mulheres:

No Brasil, a direita reacionária junto com setores do PT mantém sua campanha pela criminalização impondo a morte de milhares de mulheres, e o governo Lula nada faz pela legalização do aborto, pois sua prioridade é pagar os juros da dívida externa em detrimento da saúde de trabalhadores e trabalhadoras.

Em 2008, a bancada de parlamentares da Frente Parlamentar em defesa da vida e contra o aborto (PT, PTB, PHS, PSDB, DEM conta com 220 parlamentares) instalou a CPI do aborto, autorizada pelo deputado Arlindo Chináglia do PT. Essa CPI tem servido apenas para criminalizar as mulheres pobres brasileiras que fizeram aborto, transformando-as em criminosas pelo simples fato de interromperem uma gravidez indesejada.

Em 2009, o governo brasileiro assinou acordo com o Vaticano, manifestando intenção de investir em ações contrárias à legalização do aborto, em 2010 retirou do plano nacional de direitos humanos as clausulas que permitiriam abrir a discussão sobre a legalização do aborto em nosso país – atitudes que estão contra as mulheres trabalhadoras.


Uma luta dos homens e mulheres da classe trabalhadora.

O direito a maternidade é um argumento muito utilizado pelos defensores da criminalização. Contudo quem de fato nega o direito a maternidade às mulheres trabalhadoras hoje é o Estado, que não garante as mínimas condições necessárias para as mulheres que querem ter filhos; O Estado não garante emprego, salário igual para trabalho igual, moradia, creches, licença maternidade de no mínimo seis meses obrigatória, assistência médica e educação de qualidade. É esse o mesmo Estado que se coloca no direito de criminalizar as mulheres que optam por interromper a gravidez, de forma hipócrita e cruel.

Em todo país várias prefeituras impedem a distribuição da pílula do dia seguinte com argumentos “morais” e religiosos. Nesse sentido é preciso exigir dos governos que todas as prefeituras garantam a distribuição dos métodos contraceptivos e da pílula do dia seguinte, dando inclusive orientações de como usá-los.

Precisamos exigir do governo Lula e dos governos estaduais e municipais que ampliem o aborto legal para todos os casos, com acesso amplo e público a todos os métodos anticoncepcionais e à educação sexual não sexista. E que ampliem imediatamente o número de hospitais que garantem o procedimento de aborto legal hoje. E, imediatamente o fim da crirminalização das mulheres.

Pelo fim da criminalização das mulheres!

Contraceptivos para não abortar!

Aborto livre e legal para não morrer!


Texto do Movimento Mulheres em Luta, filiado a CSP-Conlutas

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pra não esquecer...


O GT de Opressões da Anel-CE convida:
Roda de conversa sobre opressão aos LGBT
e a (in)visibilidade lésbica

AMANHÃ, QUINTA (09/09) 17:30

no Bosque Moreira Campos (Bosque da Letras) – UFC (CH1)

até lá! :)


Link para baixar o cartaz AQUI.