segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Lista de e-mails Anel-Ceará.

Pra entrar nas listas de e-mail da Anel (nacional) e Anel -CE,
mandar um e-mail para os seguintes e-mails
anelivre-subscribe@yahoogrupos.com.br
e
anel-ceara-subscribe@yahoogrupos.com.br

só isso!

Apresentação da Anel no ENEH!


Pra quem não sabe, está acontecendo aqui em Fortaleza, no Itaperi, o Encontro Nacional de Estudantes de História - ENEH.
Pra esse encontro, vem gente de toodo Brasil, entre quais gente gente que constrói a Anel.

Com o objetivo de fazermos um diálogo com a galera que constrói a Anel fora daqui e,
além disso, apresentarmos a Anel pra quem não conhece/quer conhecer, vai rolar uma reunião de todo mundo
amanhã, terça, 17:30, lá no ENEH mesmo!

depois a gente diz aqui no blog como foi! :)

Resoluções da 3ª Assembleia Nacional da Anel

Resoluções da 3ª Assembleia Nacional da Anel

Participação: 346 pessoas credenciadas dos seguintes estados: RS, SC, PR, SP, RJ, MG, MS, GO, DF, BA, AL, RN, AM, PA.

CONJUNTURA
- Construir o Plebiscito Nacional pela limitação da propriedade da terra, em unidade com outros movimentos sociais. A ANEL deve defender no interior dessa iniciativa, a reforma agrária sob controle dos trabalhadores, com nacionalização e expropriação do latifúndio – sem indenização.
- Participar com o MTST da Jornada de Lutas por moradia do Fórum de Resistência Urbana
- Que a ANEL impulsione uma campanha composta por materiais, atos e debates de conteúdo anti-imperialista, pela saída imediata das tropas do Haiti, Costa Rica, e pela expulsão imediata da 4ª frota, e pelo fim imediato do embargo a Cuba!
- Impulsionar uma campanha contra a repressão aos lutadores em todo o país (contra os processos, em defesa do direito de greve, etc), incorporando esta questão nos materiais da ANEL e participando de iniciativas como o Festival contra a repressão na USP do dia 2 de setembro e do ato-debate do dia 30 de setembro.
- Construir atos de solidariedade a greve geral na Espanha e outros países da Europa no dia 29 de setembro.
- Que a Comissão Executiva Nacional da ANEL emita uma declaração política sobre as eleições 2010, rejeitando a falsa polarização em curso no país e denunciando a democracia dos ricos.
- Realizar nas escolas e universidades um “Ciclo de debates eleitorais”, convidando candidatos dos mais diversos partidos para o embate de idéias.

ANEL
- Referendar a filiação da ANEL à CSP-CONLUTAS
- Realizar Assembléias Estaduais por todo o país, para organizar a implementação das resoluções desta 3ª Assembléia Nacional, com indicativo para setembro.
- Abrir oficialmente a construção do 1º. Congresso da ANEL, para o ano que vem, constituindo uma comissão organizadora aberta que proporá aos organismos da ANEL os distintos temas e organização do 1º Congresso.
- Aprovar a proposta de convocatória do 1º Congresso que está nas pastas.
- Seguir propondo iniciativas unitárias com a esquerda da UNE e todos os lutadores do movimento estudantil de acordo as linhas de atuação que nossa entidade defende.

EDUCAÇÃO
- Seguir realizando a campanha nacional em defesa da qualidade do ensino, incorporando os seguintes eixos: democratização radical da educação, fim do vestibular, estatização das universidades pagas, por gestão democrática e autonomia nas universidades e escolas, anistia dos inadimplentes nas universidades privadas, por uma universidade a serviço dos trabalhadores, acessibilidade nas universidades e escolas, pelo fim da ensino à distância, pela permanência estudantil, contra a terceirização nas universidades.
- Seguir a campanha contra a terceirização e acumular esse debate nas atividades da ANEL.
- Encampar o boicote ao ENADE com materiais próprios.
- Que a ANEL incorpore-se ao Encontro Nacional de Casas de Estudantes (ENCE).
- Fomentar a criação de Associação de Pós Graduação, batalhando para incorporar todas as APG´s e estudantes de pós-graduação na ANEL.
- Organizar uma ampla delegação da ANEL nas mobilizações e assembléias que ocorrerão na FSA no dia 2 de setembro, como parte de uma campanha nacional pela redução das mensalidades.

SECUNDARISTAS
- Elaborar um panfleto da campanha de qualidade específico para o setor com os seguintes eixos: condições estruturais das escolas, condições de ensino, assistência estudantil, democracia e acesso universal à universidade pública.
- Fazer uma sessão de secundaristas no site da ANEL.
- Fazer vídeos da ANEL sobre as nossas campanhas e posições.

OPRESSÕES
- Participação da ANEL no Encontro Nacional Universitário pela Diversidade Sexual (ENUDS), com elaboração de um material para nossa intervenção que dialogue com educação básica e ensino superior.
- Participar das iniciativas do dia latino americano pela legalização do aborto – 28 de setembro.
- Campanha contra a violência à mulher e o machismo, com mobilizações, cartazes, debates e propagação nos meios da ANEL, e pela autonomia de grupos estudantis e de trabalhadoras para julgarem os casos de agressão física e moral.
- Criação de políticas específicas para estudantes mães, criação de creches, centro de convivência infantil e bolsas auxílio maternidade, licença maternidade igual para estudantes e professoras.
- Entendendo que os estudantes com deficiência física não estão isentos das opressões, incorporar a pauta da acessibilidade para todos como forma de defender também a qualidade e acesso ao ensino às pessoas com deficiência.
- Semana para debater a violência contra a Mulher – semana do ENUDS
- Incorporar o dia 20 de novembro (dia da consciência negra) levando o debate em relação aos 100 anos da revolta da Chibata (22 de novembro), resgatando o caráter combativo e classista do movimento negro para vencer o racismo.


Vem aí... 1° Congresso da ANEL!


Carta a todo movimento estudantil independente do Brasil
Todos ao 1º. Congresso da ANEL!

O movimento estudantil brasileiro já deu provas de sua força em diversos momentos da história do país. Seja na luta pelo petróleo, contra a ditadura, por democracia e educação pública ou pelo “Fora Collor”, os estudantes mobilizados sempre tiveram protagonismo no desenrolar dos rumos do Brasil. Quando aliados aos trabalhadores, a força da luta estudantil pôde impulsionar os caminhos mais progressivos a serem construídos. Somos, em primeiro lugar, estudantes de todo o país que seguem acreditando nessa força.

Há, no entanto, um desafio inédito para o movimento estudantil que resta à atual geração de lutadores responder. A falência política da entidade mais tradicional no país, construída por tantos e tantos jovens brasileiros, exige a mais ousada perseverança daqueles que não se venderam. A velha União Nacional dos Estudantes já não existe mais. Dela resta apenas uma sigla, sempre associada, nos últimos anos, à vinculação sem princípios ao governo Federal. A independência política foi rasgada, em troca de um lugar cativo nos palanques do governo e confortáveis gabinetes do Ministério da Educação. Assim, a UNE abandonou os estudantes lutadores, em favor da companhia de novos amigos, como Sarney, Collor e Severino Cavalcanti. E, assim, a antiga catalisadora de sonhos e conquistas da juventude brasileira já não é mais do que uma mesquinha máquina de propaganda oficial.

Mas, felizmente, não são poucos os estudantes, país afora, que simplesmente não se adaptam a essa situação. A traição pôde matar a nossa entidade, mas não sufocou nossa rebeldia. E foi, precisamente, da resistência ao conformismo que nasceu a Assembléia Nacional dos Estudantes – Livre, a ANEL. Aquele Congresso Nacional de Estudantes, em 2009, que fundou a nova entidade, sabia que sua responsabilidade não era simplesmente a de criar um novo aparato. O esforço a se fazer era, sobretudo, o de manter viva a independência do movimento estudantil, em base a um programa de defesa intransigente da educação pública - em unidade justamente com aqueles que mais se vêem afastados da plenitude desse direito: os trabalhadores.

Hoje, completado o primeiro ano de vida da ANEL, aqueles estudantes que ousaram dar um passo rumo ao novo, têm muito a comemorar. Lutaram contra a desconfiança e o ceticismo e agora vêem seu projeto ir adiante. Eles sabem que, frente ao corte de verbas na educação durante a crise econômica mundial, foi importantíssimo ter uma entidade nacional lutando pela educação, enquanto a UNE permanecia calada. Sabem da importância de ter uma entidade nacional gritando “Fora Sarney”, ao passo que a UNE lavava as mãos frente aos escândalos de corrupção.

A solidariedade aos trabalhadores do Haiti, vítimas da ocupação militar e do terrível terremoto, além da luta pelo petróleo para o Brasil, encontraram na ANEL um catalisador entre os estudantes. O novo ENEM, com a imensa campanha publicitária que o acompanhava, também teve na nova entidade uma voz de resistência. Além de suas campanhas gerais, a ANEL segue em luta pela qualidade no ensino brasileiro – ameaçada pela escassez de verbas e pelos projetos de privatização.

E é com orgulho que a entidade dá sua contribuição ao resgate de concepções que pareciam perdidas. A concepção de um movimento estudantil aliado aos trabalhadores, ao manter-se filiada a CSP-CONLUTAS, assim como a democracia em suas decisões, tomadas em fóruns controlados pela base dos estudantes.

Assim, a ANEL valoriza sua curta trajetória, mas, sobretudo, encara o futuro como um imenso desafio. Em primeiro lugar, a ANEL quer seguir impulsionando a unidade do movimento estudantil combativo. Nas iniciativas unitárias, nas chapas conjuntas nas eleições das entidades e na luta concreta do cotidiano, a entidade deve prosseguir orientada a rechaçar toda autoproclamação e lutar ombro a ombro com todos aqueles que se mantém com independência – seja os que constroem a ANEL ou não. Ao mesmo tempo, desenvolver o patrimônio já acumulado pela entidade deve estar a serviço da luta pelo programa da educação pública, gratuita e de qualidade.

Portanto, na perspectiva de fortalecer a capacidade de luta do movimento estudantil, a ANEL convoca o conjunto dos estudantes lutadores brasileiros para seu 1º. Congresso Nacional, no ano de 2011. Esse congresso, que poderá dar forma mais acabada à entidade, terá também a missão de coordenar e organizar nacionalmente as lutas do movimento estudantil. Sabemos que o Congresso da UNE é incapaz de cumprir essa tarefa, porque estará totalmente submetido ao governo federal. Assim, nosso congresso está de portas abertas a todos aqueles que não venderam, pois a unidade entre esses é que pode arrancar conquistas frente a governos e reitorias. Por isso, contamos com a presença em nosso congresso dos lutadores que ainda não estão na ANEL, a fim de fazerem uma experiência com a organização de nossa entidade.

A organização do 1º. Congresso da ANEL e o debate na base em torno a ele começam dede já. A Comissão Organizadora estará aberta a adesão de quaisquer entidades ou ativistas que queiram tomar parte em suas decisões. Essa comissão definirá a data, o local, o formato, a programação e tudo o que é necessário para organizar um grande e vitorioso congresso. É hora de grêmios, centros acadêmicos, DCE´s e executivas de curso se somarem a esse processo e darem sua cara ao desafio que estamos construindo.

Rumo ao 1° Congresso da ANEL em 2011!


Assista o vídeo do 1° Congresso da ANEL no canal da ANEL no Youtube!

Sobre a (in)visibilidade lésbica


O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, 29 de agosto, foi instituído no ano de 1996 quando ocorreu o I Seminário Nacional de Lésbicas que reuniu mais de cem mulheres lésbicas. É inegável a importância desta data para o movimento LGBT brasileiro.


A mulher lésbica é duplamente oprimida e explorada
Além do problema da homofobia, ela também sofre com o machismo. A realidade é que as lésbicas são praticamente invisíveis tanto no movimento quanto na sociedade, o que torna igualmente invisível a violência que sofrem. Até hoje, apesar das lutas por direitos, as lésbicas não conseguiram incorporar suas reivindicações específicas nem no movimento feminista nem no movimento gay. Por isso, essa data deve ser incorporada pelo calendário de todos os lutadores que combatem a opressão e o preconceito.

Ser lésbica não é fácil e significa enfrentar problemas em todas as esferas da vida: social, pessoal, profissional e até mesmo política. Muitas vezes, a discriminação atinge graus ainda mais violentos como estupros e violência sexual. Diante de tudo isso, afirmamos que a única saída possível é a organização e a luta. Só com a unificação das bandeiras de todos os oprimidos e explorados é que conseguiremos a transformação concreta da sociedade.

GT de Combate às Opressões da Anel:
Contra a homofobia, o machismo e o racismo!
Combater a opressão e lutar pela liberdade de expressão sexual é lutar pela construção de uma verdadeira sociedade emancipada, é lutar pelo socialismo. A ANEL combate a homofobia para construir um mundo onde os preconceitos, as discriminações, a exploração dos homens e mulheres pela burguesia e pelo sistema não existam mais.

Aqui no Ceará a ANEL encaminhou em sua II Assembléia Estadual da ANEL um GT de Opressões, que engloba as três esferas da opressão – machismo, racismo e homofobia. Tal GT busca somar esforços na direção revolucionária do combate às opressões, por não compreender esse mote como algo secundário. Queremos mostrar que o fortalecimento de um Movimento Estudantil combativo, independente e que lute pelo direito dos estudantes é que possui as ferramentas para construir uma nova universidade e uma nova forma de sociedade.

O GT de Combate às Opressões da Anel-CE convida:

Roda de conversa sobre opressão aos LGBT
e a (in)visibilidade lésbica

>Bosque Moreira Campos (Bosque da Letras) – UFC (CH1)
>Quinta-feira (09/09) 17:30