
O machismo, presente em nossa sociedade, ataca as
mulheres todos os dias. A cada duas horas uma mulher é assassinada no Brasil e
estima-se que a cada dois minutos cinco mulheres são vítimas de agressão em
nosso país. Quando falamos em violência contra a mulher lembramos da Lei Maria da Penha, um importante
avanço, mas que ainda precisa se materializar na vida das brasileiras. Hoje, nas
cidades, faltam centros de referência, casas abrigo, delegacias de mulheres, juizados
especializados e principalmente, faltam recursos. Em 2012, o governo federal
cortou 6,3% do orçamento da Secretaria de Políticas Especiais para Mulheres em
relação ao orçamento de 2011, o que evidencia o descaso do governo federal com
essa política, mesmo em um país governado por uma mulher. Além disso, recebemos
mais ataques. A nova reforma do Código Penal vai na contra mão do combate a
crescente violência contra as mulheres em nosso país e pretende garantir mais
segurança aos agressores machistas. A retirada do texto que qualifica a
violência doméstica do atual código penal é uma tentativa de colocar esse tipo
de violência nos limites dos crimes de menor porte. Isso, nós não podemos
admitir.

Por entendermos a importância do combate as opressões,
fazemos esse debate cotidianamente nas universidades e escolas em que estamos. Nesse
ano, além da luta constante por uma melhor educação, que é um debate intenso
frente a governos e reitorias, estivemos em várias campanhas contra as
opressões. Nesse mês de Março a ANEL realizou
debates reafirmando a necessidade das cotas nas universidades;
organizou
reuniões com o movimento estudantil de vários estados para combater o racismo; marcou presença nacionalmente no
8 de Março, dia internacional da luta das mulheres; e dá mais força a cada dia na
campanha contra a admissão do pastor MarcoFeliciano na Comissão de Direitos Humanos, uma verdadeira ameaça para os LGBTT,
negr@s e mulheres.

Aqui no Ceará, tivemos uma vitória com a construção do coletivo
Sexualidade, Gênero e Classe que soma à discussão das opressões no Cariri, uma região com números alarmantes em relação a violência contra as mulheres. Fizemos também um pré-congresso da ANEL na Unifor, dia 4 de Março, apresentando a entidade para os calouros da Comunicação Social e debatendo o machismo.
Convite as(aos) estudantes de luta e feministas.
Ampliamos nossa próxima reunião da executiva estadual para
debater o machismo no Ceará e convidamos todos os coletivos que discutem o tema,
como o coletivo Sexualidade, Gênero e Classe, o Bando Dezessete de Maio, o coletivo Mucama e o Movimento Mulheres em Luta, para elaborarmos uma campanha em unidade contra a violência sofrida pelas mulheres em nosso
estado.
A reunião será dia 28 de Março (quinta-feira) as 15h no
Poleiro, Centro de Humanidades II da UFC (Av. da Universidade, 2762 - Benfica).
Fora New Hit – Fortaleza

Reforçando o combate cotidiano ao machismo, estendemos o convite ao ato contra a banda New Hit, acusados de estuprar coletivamente duas fãs em agosto do ano passado. Os agressores alegam ter havido consentimento das jovens, já o laudo da perícia comprova a violência por parte da banda que, por incrível que pareça, conseguiu um habeas corpus e ainda realiza shows pelo país.
Indignados com a situação, movimentos populares já
conseguiram o cancelamento de shows em Salvador, João pessoa e Delmiro Gouveia
(AL). Aqui em Fortaleza a banda tem um show agendado para esse domingo, dia 31
de Março. Diante disso, a ANEL Ceará convoca todas as mulheres e homens que
lutam contra o machismo para um
ato dia 31 de Março (domingo) as 15h em frente a barraca Master Beach na praia do futuro (Av.
Clóvis Arrais Maia, 5461), para protestar contra o New Hit.
Outras leituras:
Estupradores, desçam do palco!
ANEL Ceará, rumo ao II Congresso da ANEL.
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